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domingo, 11 de março de 2012

A Busca Pela Essência Do Ser Humano

A conjectura proposta tem por objetivo refletir sobre os debates de blogs no Youtube. Esses por sua vez, discutem a Moral e Ética dos Religiosos e Ateus. Como religiosos, englobo todos os tipos de religiões que acreditam em DEUS. E Como ateus, englobo todos os céticos que que não acreditam em DEUS ou não tem certeza se ele existe.
Para melhor compreensão da conjectura, conforme outro texto publicado nesse blog, o termo moral e ética deve ser entendido como as palavras que se referem no atual tempo, espaço e tecnologia ao caráter e/ou índole de uma pessoa. Onde, essas por sua vez, podem ser mensuradas em positivas ou negativas conforme os seus atos perante os hábitos e costumes de boa conduta da nossa sociedade.
Nesses debates surgiram dois argumentos de acusação e defesa de ambos os lados que devem ser analisados nessa conjectura. Os argumentos são:
·    Que todo Ateu ou cético que não acredita em DEUS não tem limites. Ou seja, como não teme a DEUS, pode fazer o que bem entende. Como exemplos podem-se citar as revoluções comunistas da Rússia e China entre outras.
·       Um religioso pode em nome de DEUS fazer qualquer coisa. Inclusive cometer crimes para defender a sua crença. Ou seja, pode fazer o que bem entende em nome do seu DEUS. Como exemplo pode-se citar as cruzadas na idade média e a guerra religiosa terrorista atual. Onde um homem bomba se explode para ir para o paraíso.
Nesses exemplos citados, já podemos levantar algumas indagações de forma empírica. Entre elas, podemos dizer que não é um homem isolado que cria uma guerra ou uma revolução. São um conjunto de crenças e valores que se desenvolve em um determinado grupo, religioso ou cético, que determinam que pessoas persuadidas pela ideia tomem posição a favor ou contraria. Normalmente, quanto menos esclarecidas, mais as pessoas tendem a cometer atos em nome de uma ideologia ou causa.
Por outro lado, são as habilidades de liderança de algumas pessoas que conseguem conquistar esses indivíduos. Pois, esse líder se aproveita das crenças e valores que esse individuo tem com o grupo social. E, esse cidadão fica mais vulnerável a ser influenciado por causa dessa afinidade. Isso pode ser observado desde o surgimento das primeiras civilizações.
Quando esse líder conquista o grupo social, ou quando o descendente dele herda o poder, é a sua essência boa ou má que vai ser usada para influenciar os seus seguidores. Esse grupo social dominado intelectualmente ou por meio da força de instituições geridas pelo líder, seguem as determinações desses indivíduos.
E, essa influencia só acontece porque existe uma afinidade de crenças e valores. Dessa forma, se for um líder com tendências más. Ele pode usar esse poder de gerir um grupo social a seu favor. Todavia, se ele tiver afinidades com os chamados pecados capitais. Que na verdade, são vícios apresentados pelo ser humano e que foram identificados como deturpadores das boas crenças e valores da sociedade. Esse individuo pode influenciar o grupo social a lutar pelos seus ideais, que na realidade, são para satisfazer os seus vícios pessoais. 
Para relembrar os sete pecados capitais são:
·      Luxúria: apego e valorização extrema aos prazeres carnais, à sensualidade e sexualidade; desrespeito aos costumes; lascívia.
·      Gula: comer somente por prazer, em quantidade superior àquela necessária para o corpo humano.
·     Avareza: apego ao dinheiro de forma exagerada, desejo de adquirir bens materiais e de acumular riquezas.
·       Ira: raiva contra alguém, vontade de vingança.
·       Soberba: manifestação de orgulho e arrogância.
·       Vaidade: preocupação excessiva com o aspecto físico para conquistar a admiração dos outros.
·       Preguiça: negligência ou falta de vontade para o trabalho ou atividades importantes.
Alguns, ou todos desses vícios, dependendo do tempo e espaço, observados durante a história da humanidade, foram capazes de gerar crimes contra o ser humano e o planeta terra. Por isso, são considerados vícios maus que podem causar sérios problemas as sociedades do bem.
Contudo, voltando ao debate proposto, a principal pergunta que deveria ser feita é o que atraem essas pessoas para participarem dos grupos religiosos ou ateus?
Isso deve ser à base desse debate empírico e simplista. Pois responder essa pergunta pode nos levar a entender a essência do ser humano. Onde o termo essência nesse debate significa uma característica imutável. Ou seja, os humanos apresentam características imutáveis que são vistas todos os dias no nosso mundo. Entre essas características está a índole boa ou má. Onde índole significa propensão natural, disposição, inclinação.
Além do mais, empiricamente observando, a índole não escolhe o grupo social para se manifestar. Ou seja, é possível que em uma família religiosa possam ter descendentes com índole boa ou má. E numa família de ateus podem ter índoles boas ou más. Probabilisticamente falando, quando nasce um filho, os pais tem 50% de chance de ter uma criança com índole boa ou má.
Com isso podemos montar um quadro lógico de possibilidades da seguinte forma:
Grupo social
Índole da família
Índole do individuo
Religiosos
Boa
Ateus
Boa
Cruzamento das possibilidades
Pessoa religiosa
Família índole boa
Individuo índole má
Pessoa religiosa
Família índole má
Individuo índole boa
Pessoa religiosa
Família índole má
Individuo índole má
Pessoa religiosa
Família índole boa
Individuo índole boa
Pessoa ateia
Família índole boa
Individuo índole má
Pessoa ateia
Família índole má
Individuo índole boa
Pessoa ateia
Família índole má
Individuo índole má
Pessoa ateia
Família índole boa
Individuo índole boa
Com esse quadro de possibilidades empíricas, podemos fazer as seguintes analises:
·    O que determina a índole do individuo é a natureza. E a natureza é indeterminada. Pois, ao nascer não se sabe como esse individuo vai se desenvolver. Quais experiências serão marcantes na sua vida.
·     Um grupo social pode interferir durante a criação do individuo. Mas isso não é garantia que a índole dessa pessoa vai ser boa segundo a moral é ética vigente da sociedade.
·     Os ensinos religiosos e o ceticismo lógico racional não alteram a índole de uma pessoa. No máximo, essa pessoa pode ser reprimida. Mas, não há como ter certeza de que esse individuo vai agir perante a sociedade.
·    Uma família religiosa pode reprimir uma índole má com as leis religiosas e os dogmas das religiões. É a forma como se educa que vai ser a referencia para se temer a lei.
·   Uma família ateia pode reprimir uma índole má com leis civis do estado de direito em que vive. É a forma como se educa que vai ser a referencia para se temer a lei.
·     Um individuo pode ser mal em qualquer grupo social, indiferente da criação.
·     Um individuo pode ser bom em qualquer grupo social, indiferente da criação.
Além dessas conclusões empíricas, podemos fazer muitas outras analises de possibilidades. Contudo, voltamos à pergunta inicial do debate: O que atraem essas pessoas para participarem dos respectivos grupos?
Primeiramente pode-se afirmar que a índole não atrai essas pessoas para os grupos sociais. Pois, empiricamente, sabemos que a índole boa ou má se manifesta em ambos os grupos. Logo, a explicação para essa atração é um pouco complexa e envolve varias questões culturais.
Dessa forma, pode-se dizer de forma empírica que a primeira formadora do grupo social do individuo é a família. Depois, os amigos de escola e redes sociais. A seguir os amigos de trabalho. E, por ultimo, o desenvolvimentos ou gosto pela leitura e estudos religiosos e científicos.
Esses conjuntos de fatores, analisados de forma empírica nesse debate, podem fazer com que as crenças e valores de um individuo sejam atraídas por um determinado grupo religioso ou cético. Além do mais, não podemos descartar as experiências da vida. Onde podem ser positivas ou negativas, que podem influenciar a busca por um grupo social. Dessa forma, a junção de todos esses fatores pode fazer com que os indivíduos se identifiquem com um dos grupos sociais.
Sabendo-se disso, o ideal é ter consciência que a essência natural do ser humano é que determina a aproximação com o bem ou o mal. E não, o grupo social que ele pertence. Dessa forma, o correto seria incentivar uma sociedade onde as adversidades são toleradas e aceitas. E, os grupos sociais de forma democrática, criarem as leis necessárias para o desenvolvimento de crenças e valores de bem. Pois, numa sociedade assim, fica mais fácil de controlar e fiscalizar as índoles más.
Autor: Julio Bittencourt

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