A
conjectura proposta tem por objetivo refletir sobre os debates de blogs no
Youtube. Esses por sua vez, discutem a Moral e Ética dos Religiosos e Ateus.
Como religiosos, englobo todos os tipos de religiões que acreditam em DEUS. E
Como ateus, englobo todos os céticos que que não acreditam em DEUS ou não tem
certeza se ele existe.
Para
melhor compreensão da conjectura, conforme outro texto publicado nesse blog, o
termo moral e ética deve ser entendido como as palavras que se referem no atual
tempo, espaço e tecnologia ao caráter e/ou índole de uma pessoa. Onde, essas
por sua vez, podem ser mensuradas em positivas ou negativas conforme os seus
atos perante os hábitos e costumes de boa conduta da nossa sociedade.
Nesses
debates surgiram dois argumentos de acusação e defesa de ambos os lados que
devem ser analisados nessa conjectura. Os argumentos são:
· Que todo Ateu ou cético que não acredita em DEUS
não tem limites. Ou seja, como não teme a DEUS, pode fazer o que bem entende.
Como exemplos podem-se citar as revoluções comunistas da Rússia e China entre
outras.
· Um religioso pode em nome de DEUS fazer qualquer
coisa. Inclusive cometer crimes para defender a sua crença. Ou seja, pode fazer
o que bem entende em nome do seu DEUS. Como exemplo pode-se citar as cruzadas
na idade média e a guerra religiosa terrorista atual. Onde um homem bomba se
explode para ir para o paraíso.
Nesses
exemplos citados, já podemos levantar algumas indagações de forma empírica.
Entre elas, podemos dizer que não é um homem isolado que cria uma guerra ou uma
revolução. São um conjunto de crenças e valores que se desenvolve em um
determinado grupo, religioso ou cético, que determinam que pessoas persuadidas
pela ideia tomem posição a favor ou contraria. Normalmente, quanto menos
esclarecidas, mais as pessoas tendem a cometer atos em nome de uma ideologia ou
causa.
Por
outro lado, são as habilidades de liderança de algumas pessoas que conseguem
conquistar esses indivíduos. Pois, esse líder se aproveita das crenças e
valores que esse individuo tem com o grupo social. E, esse cidadão fica mais
vulnerável a ser influenciado por causa dessa afinidade. Isso pode ser
observado desde o surgimento das primeiras civilizações.
Quando
esse líder conquista o grupo social, ou quando o descendente dele herda o
poder, é a sua essência boa ou má que vai ser usada para influenciar os seus
seguidores. Esse grupo social dominado intelectualmente ou por meio da força de
instituições geridas pelo líder, seguem as determinações desses indivíduos.
E,
essa influencia só acontece porque existe uma afinidade de crenças e valores.
Dessa forma, se for um líder com tendências más. Ele pode usar esse poder de
gerir um grupo social a seu favor. Todavia, se ele tiver afinidades com os
chamados pecados capitais. Que na verdade, são vícios apresentados pelo ser
humano e que foram identificados como deturpadores das boas crenças e valores
da sociedade. Esse individuo pode influenciar o grupo social a lutar pelos seus
ideais, que na realidade, são para satisfazer os seus vícios pessoais.
Para
relembrar os sete pecados capitais são:
· Luxúria: apego e valorização extrema aos
prazeres carnais, à sensualidade e sexualidade; desrespeito aos costumes;
lascívia.
· Gula: comer somente por prazer, em quantidade
superior àquela necessária para o corpo humano.
· Avareza: apego ao dinheiro de forma exagerada,
desejo de adquirir bens materiais e de acumular riquezas.
· Ira: raiva contra alguém, vontade de vingança.
· Soberba: manifestação de orgulho e arrogância.
· Vaidade: preocupação excessiva com o aspecto
físico para conquistar a admiração dos outros.
· Preguiça: negligência ou falta de vontade para o
trabalho ou atividades importantes.
Alguns,
ou todos desses vícios, dependendo do tempo e espaço, observados durante a história
da humanidade, foram capazes de gerar crimes contra o ser humano e o planeta
terra. Por isso, são considerados vícios maus que podem causar sérios problemas
as sociedades do bem.
Contudo,
voltando ao debate proposto, a principal pergunta que deveria ser feita é o que
atraem essas pessoas para participarem dos grupos religiosos ou ateus?
Isso
deve ser à base desse debate empírico e simplista. Pois responder essa pergunta
pode nos levar a entender a essência do ser humano. Onde o termo essência nesse
debate significa uma característica imutável. Ou seja, os humanos apresentam
características imutáveis que são vistas todos os dias no nosso mundo. Entre
essas características está a índole boa ou má. Onde índole significa propensão
natural, disposição, inclinação.
Além
do mais, empiricamente observando, a índole não escolhe o grupo social para se
manifestar. Ou seja, é possível que em uma família religiosa possam ter
descendentes com índole boa ou má. E numa família de ateus podem ter índoles
boas ou más. Probabilisticamente falando, quando nasce um filho, os pais tem
50% de chance de ter uma criança com índole boa ou má.
Com
isso podemos montar um quadro lógico de possibilidades da seguinte forma:
Grupo social
|
Índole da família
|
Índole do individuo
|
Religiosos
|
Boa
|
Má
|
Ateus
|
Má
|
Boa
|
Cruzamento das possibilidades
|
||
Pessoa religiosa
|
Família índole boa
|
Individuo índole má
|
Pessoa religiosa
|
Família índole má
|
Individuo índole boa
|
Pessoa religiosa
|
Família índole má
|
Individuo índole má
|
Pessoa religiosa
|
Família índole boa
|
Individuo índole boa
|
Pessoa ateia
|
Família índole boa
|
Individuo índole má
|
Pessoa ateia
|
Família índole má
|
Individuo índole boa
|
Pessoa ateia
|
Família índole má
|
Individuo índole má
|
Pessoa ateia
|
Família índole boa
|
Individuo índole boa
|
Com
esse quadro de possibilidades empíricas, podemos fazer as seguintes analises:
· O que determina a índole do individuo é a
natureza. E a natureza é indeterminada. Pois, ao nascer não se sabe como esse
individuo vai se desenvolver. Quais experiências serão marcantes na sua vida.
· Um grupo social pode interferir durante a
criação do individuo. Mas isso não é garantia que a índole dessa pessoa vai ser
boa segundo a moral é ética vigente da sociedade.
· Os ensinos religiosos e o ceticismo lógico
racional não alteram a índole de uma pessoa. No máximo, essa pessoa pode ser
reprimida. Mas, não há como ter certeza de que esse individuo vai agir perante
a sociedade.
· Uma família religiosa pode reprimir uma índole
má com as leis religiosas e os dogmas das religiões. É a forma como se educa
que vai ser a referencia para se temer a lei.
· Uma família ateia pode reprimir uma índole má
com leis civis do estado de direito em que vive. É a forma como se educa que
vai ser a referencia para se temer a lei.
· Um individuo pode ser mal em qualquer grupo
social, indiferente da criação.
· Um individuo pode ser bom em qualquer grupo
social, indiferente da criação.
Além
dessas conclusões empíricas, podemos fazer muitas outras analises de
possibilidades. Contudo, voltamos à pergunta inicial do debate: O que atraem
essas pessoas para participarem dos respectivos grupos?
Primeiramente
pode-se afirmar que a índole não atrai essas pessoas para os grupos sociais.
Pois, empiricamente, sabemos que a índole boa ou má se manifesta em ambos os
grupos. Logo, a explicação para essa atração é um pouco complexa e envolve
varias questões culturais.
Dessa
forma, pode-se dizer de forma empírica que a primeira formadora do grupo social
do individuo é a família. Depois, os amigos de escola e redes sociais. A seguir
os amigos de trabalho. E, por ultimo, o desenvolvimentos ou gosto pela leitura
e estudos religiosos e científicos.
Esses
conjuntos de fatores, analisados de forma empírica nesse debate, podem fazer
com que as crenças e valores de um individuo sejam atraídas por um determinado
grupo religioso ou cético. Além do mais, não podemos descartar as experiências
da vida. Onde podem ser positivas ou negativas, que podem influenciar a busca
por um grupo social. Dessa forma, a junção de todos esses fatores pode fazer
com que os indivíduos se identifiquem com um dos grupos sociais.
Sabendo-se
disso, o ideal é ter consciência que a essência natural do ser humano é que
determina a aproximação com o bem ou o mal. E não, o grupo social que ele
pertence. Dessa forma, o correto seria incentivar uma sociedade onde as
adversidades são toleradas e aceitas. E, os grupos sociais de forma democrática,
criarem as leis necessárias para o desenvolvimento de crenças e valores de bem.
Pois, numa sociedade assim, fica mais fácil de controlar e fiscalizar as índoles
más.
Autor:
Julio Bittencourt
Fonte de consulta:
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