O mundo universitário é um local de descobertas e aprimoramento do conhecimento. Por isso, no século XXI, ter a oportunidade de aprimorar o intelecto é um luxo que poucos possuem na atual conjuntura do nosso país. Sendo assim, compartilho minha breve reflexão dos últimos anos que passei no meio acadêmico do curso de administração.
Nesse tempo, descobri e amadureci a questão dos meus modelos mentais. Esses, nesse período, foram transformando-se com a procura das fontes de conhecimento. Por isso, descobri que a busca das fontes exercita o raciocínio do individuo e nos ajuda no processo de evolução de um analfabeto funcional para um crítico habitual.
O primeiro é aquele individuo que não investiga as fontes, ele lê ou escuta o que os outros analisaram. Além disso, ele não tem uma opinião própria. As suas opiniões são fundamentadas nas opiniões dos outros. Eles não fazem a pergunta principal de um debate: Por quê?
O Segundo é aquele indivíduo que investiga as fontes. Ele não toma por verdade a informação que ele recebeu de outra pessoa. As suas opiniões são fundamentadas em fontes científicas comprovadas. Com isso, ele analisa essas fontes e gera sua opinião própria. É o individuo que sempre faz a pergunta: Por quê?
Logo, muitas pessoas hoje em dia, embora com estudo e qualificação, são classificados como analfabetos funcionais. Esses, sem opinião própria, são meros reprodutores das ideias dos outros. Já, o crítico habitual, em sua busca pelo conhecimento, através da leitura, da pesquisa e do debate, aprende a formatar as suas próprias ideias e defendê-las com convicção.
Outra lição que aprendi foi à questão da relação teoria e experiência. Hoje faço uma analogia com uma reta, onde, em um lado está à prática e no outro o conhecimento científico. A função do administrador é aproximar esses dois extremos para alcançar o equilíbrio.
A teoria é importante, mas não garante a implementação das soluções adequadas. Já a experiência necessita da teoria e suas ferramentas para alcançar a eficácia na gestão das soluções. Em virtude disso, procuro aplicar a teoria acadêmica as minhas experiências de vida e profissionais.
Por último, descobri que o administrador moderno é um profissional que necessita do conhecimento interdisciplinar. Não basta para nós o estudo específico da administração acadêmica. Necessita-se avançar em outras áreas como a Filosofia, Sociologia, Matemática, Economia, Tecnologia da Informação entre outras. Pois na era do conhecimento somos especialistas generalistas.
Contudo, espero que essa breve reflexão tenha contribuído de alguma forma para as suas Relações Interpessoais.
Autor: Julio Bittencourt.
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